Com a transformação digital e o aumento da dependência de recursos tecnológicos nas empresas, garantir o melhor desempenho e segurança nas trocas de dados entre clientes e servidores é primordial. Nesse cenário, alguns recursos ganham destaque, como o servidor DNS. 

O servidor DNS é um dos mecanismos criados para tornar a experiência digital mais humana, permitindo que possamos utilizar sites e aplicações web de maneira fluida. Para quem administra essas aplicações, o conhecimento sobre os tipos de DNS e suas funcionalidades é primordial, para que sejam tomadas as melhores escolhas.

Neste post, vamos entender o que é um servidor DNS, seu funcionamento e os seus principais registros. Confira!

O que é DNS?

Um dos grandes desafios da computação é tornar a linguagem digital cada vez mais próxima à linguagem natural, utilizada pelos humanos. Um dos recursos que ajuda nesse processo é o DNS — Domain Name System. 

A criação dos servidores DNS considera duas variáveis, a capacidade dos humanos em se comunicar utilizando nomes e simbologias e a dos computadores, com a capacidade de se comunicar utilizando números. 

O DNS faz a “ponte” entre essas duas formas de comunicação, combinando nomes com números dentro de uma lista específica. Para que isso seja possível, é criado um sistema de bancos de dados que fica distribuído em uma rede e tem como objetivo fazer a tradução de hostnames específicos para acessar números de IPs correspondentes, que são entendidos pelos computadores. 

Todas as informações sobre os hostnames combinados com determinados números, ficam reservadas em um diretório. Esse diretório fica inserido dentro de servidores de nomes de domínio.

Qual é a importância do DNS para os negócios?

Com os servidores DNS, uma empresa pode registrar um domínio e criar um portal com várias aplicações e páginas, a partir de um único endereço. Por exemplo, suponhamos que uma empresa registre o endereço “bigtech.com.br”. Na estratégia digital poderão ser criados:

  • um blog — blog.bigtech.com.br;
  • um e-commerce — loja.bigtech.com.br;
  • uma aplicação — app.bigtech.com.br;
  • um endereço de e-mail corporativo — contato@bigtech.com.br;
  • entre outros.

Para cada um desses endereços, é necessário um registro, que deverá obedecer às regras de cada tipo de DNS. No tópico a seguir, apresentamos os principais tipos de DNS e suas características. Continue lendo!

Quais são os principais tipos de servidores DNS?

Agora que já entendemos o que é DNS e como funciona, vamos entender quais são os tipos de DNS e a sua função para a estruturação dos nomes e endereços para as requisições entre clientes e servidores. Confira!

CNAME

Uma das estratégias que as empresas utilizam para protegerem as suas marcas e para facilitar o acesso aos seus sites, é o de facilitar ao máximo o acesso do usuário ao seu site, permitindo que ele acesse o seu conteúdo digitando mais de um endereço. 

Por exemplo, se o endereço principal de sua empresa é “minhamarca.com”, você pode registrar o endereço “www.minhamarca.com” e redirecioná-lo para a página principal. O tipo de DNS responsável por esse redirecionamento é o CNAME.

LOC

O LOC é o responsável por mapear a localização de uma máquina que esteja conectada ao servidor, em qualquer lugar do mundo. Por meio dele, é possível identificar a latitude, a longitude e a altura do computador de acesso.

MX

O registro MX é aquele que permite a utilização do endereço nominal para o acesso aos e-mails. Toda empresa que quer garantir o seu lugar na internet, precisa personalizar o seu endereço de e-mail e a configuração para direcionar esse endereço personalizado passa por esse servidor.

Além disso, quando você preenche um formulário de contato em um site, ou em uma landing page, é esse servidor que garante que os dados serão enviados para o servidor correto. Com o servidor MX, também é possível criar listas de prioridade para que haja alternativas para entregas.

A

Os registros a são os mais comuns, pois fazem a vinculação simples de um domínio ou subdomínio dos sites aos seus protocolos de IP, facilitando o acesso às páginas. Um domínio pode gerar vários subdomínios que poderão ser redirecionados para servidores diferentes. 

Você pode ter o endereço de seu site principal direcionado para um servidor de hospedagem, a sua loja virtual para o servidor de uma plataforma específica e o seu blog para outro servidor. Para cada um desses redirecionamentos você terá que fazer a configuração do registro A, criando um subdomínio no momento desse registro.

AAAA

Com o registro AAAA você conseguirá fazer a mesma configuração que realizou no registro A, com a diferença que mapeamento será feito com direcionamento para os endereços de IP conhecidos como IPv6.

AFSDB

Com o servidor AFSDB é possível fazer o mapeamento de domínios para direcioná-lo para servidores de bancos de dados. Com a utilização desse registro, a empresa tem a oportunidade de aprimorar suas ações estratégicas de TI.

TXT

Com o registro de texto (TXT) é possível fornecer informações textuais que poderão ser acessadas a um host, com dados sobre um servidor, rede etc. Com esse registro, o administrador pode se prevenir de ataques, phishing e spams.

Quais são os cuidados necessários com os servidores DNS?

Já conhecemos o conceito de servidores DNS, os seus tipos e a função de cada registro. É inegável que eles são imprescindíveis para a boa organização do mar de informação, conexões e requisições que acontecem na web. Porém, é importante que, ao utilizar os servidores DNS, sejam tomados alguns cuidados, como, por exemplo:

Conhecer os tipos de servidores DNS é o primeiro passo para que você escolha a melhor configuração para o seu negócio. Dessa maneira, você poderá aumentar o seu desempenho da sua empresa em relação ao digital, fazendo melhores escolhas, que ajudarão a alavancar os resultados.

Gostou do post sobre tipos de DNS? Quer saber como melhorar as configurações de suas aplicações web? Entre em contato conosco e tire as suas dúvidas.

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