Ter um bom nível de maturidade na gestão da infraestrutura de TI não significa apenas que o setor está agindo de forma estratégico ou autônoma. Significa que o setor está alinhado ao objetivo final de um negócio, que é a entrega de valor e o lucro. Esse alinhamento é relativo à sua época. Houve tempo em que um TI reativo era o que as empresas precisavam para garantir a produtividade e fluidez, hoje é inviável.

A TI preventiva se torna o modelo ideal com aumento da dependência dos ativos de TI para o funcionamento das empresas e a proativa deixou de ser uma tendência e se tornou uma necessidade com a transformação digital e a tecnologia sendo colocada como pilar para o gerenciamento de empresas de todos os portes e setores.

Para que você entenda a maturidade de TI atual de sua empresa, vamos identificar quais são os 4 principais níveis e como identificá-los. Confira!

Quais são os níveis de maturidade de TI?

Para identificar em que nível de maturidade o TI de sua empresa está, você precisa primeiro conhecer esses níveis. Neste tópico, vamos destacar os 4 principais. Confira!

Nível 1 — TI artesanal

Podemos considerar uma infraestrutura de TI artesanal aquela em que não há uma estrutura definida, ou seja, em que os processos são feitos sem um padrão ou ordem. Nesse cenário, as coisas são feitas com base na sorte ou dentro do que é possível. 

Como não há processos bem definidos nem meios para mensurar os resultados, para que as coisas funcionem bem, é necessário, além de bons ativos de TI, que os colaboradores tenham iniciativa e conhecimento. 

Uma das características mais marcantes de uma TI artesanal é a falta de prioridades em relação às demandas recebidas. Ao contrário do que manda as boas práticas, nesse modelo de administração, as decisões quase nunca estão alinhadas aos objetivos do negócio.

Nível 2 — TI reativo

O nível reativo foi o primeiro a ser padronizado e adotado de forma massiva pelos prestadores de serviço de suporte. Apesar de ser um modelo básico de gerenciamento, sem um controle documentado de seus processos e ambientes, foi o modo padrão durante muito tempo — e ainda é utilizado em empresas que ainda não aderiram 100% à transformação digital.

O gerenciamento de TI reativo, como o próprio nome sugere, é aquele em que a equipe de TI espera algo acontecer para, em seguida, reagir. Ou seja, o suporte só é realizado após uma falha, que pode ser simples ou muito grave — depois de já ter afetado a produtividade da empresa e causado um certo grau de prejuízo.

É um nível de TI em que o setor começa a ter uma melhor controle sobre a infraestrutura e a aumentar a estabilidade e disponibilidade dos ativos, mas ainda não conta com processos formais, além de não estar alinhado à atual dependência que as empresas têm de seus recursos computacionais.

Nível 3 — TI preventiva

Se na TI reativa a ação só vem depois que o problema acontece, ou seja, se for um caso grave o prejuízo já aconteceu, a TI preventiva oferece um cenário mais favorável às empresas. 

Nesse nível, as equipes passam a contar com processos e sistemas que permitem a antecipação de alguns problemas, evitando que eles se tornem uma “bola de neve” e afetem significativamente o sistema da empresa e seus usuários. Apesar de não apresentar o cenário ideal, a TI preventiva já introduz melhorias nos processos, que permitem a entrega de um serviço alinhado às expectativas dos negócios. 

Para atingir esse nível de maturidade, a empresa precisa contar com sistemas integrados, gestão sólida, com planejamento para garantir a disponibilidade da infraestrutura. Além disso, é nesse nível que temos o início da implementação da cultura de processos.

Nível 4 — TI Proativa

O gerenciamento de TI proativo é o que mais se alinha às necessidades atuais da empresa que estão mergulhadas na transformação digital, colocando a tecnologia como espinha dorsal do negócio. 

Nesse cenário, além de trabalhar de forma preventiva, identificando com antecipação os problemas, há uma proatividade em relação ao monitoramento e automação dos processos, reduzindo consideravelmente a margem de erros em rotinas importantes para a segurança de dados, como o backup.

Além disso, a gestão de TI proativa é 100% alinhada aos objetivos do negócio, e fornece todas as ferramentas para elevar o nível dos processos corporativos, indicando os melhores sistemas de gestão, de análise de dados, além de prover a integração dos setores.

Nesse cenário, o setor de TI deixa de ser meramente um apoio para os processos corporativos — que apenas presta suporte e fornece de tecnologia — e passa a ser um dos responsáveis pelos sucessos da empresa como um todo, com uma aproximação considerável entre o gestor de TI e as demais áreas da empresa. 

Quando a empresa alcança esse nível, significa que já adotou as melhores práticas de gestão e que há uma cultura voltada para a organização de processos. As políticas de seguranças e serviços críticos são bem definidos e os sistemas são integrados para centralizar o banco de dados e facilitar a vida dos usuários.

Por que é importante fazer um diagnóstico de TI?

Em tempos de transformação digital, não atentar para o nível de TI de sua empresa é dar de “bandeja” uma vantagem competitiva para a concorrência. Essa identificação pode ser a saída que sua empresa precisa para elevar a produtividade, reduzir erros e otimizar os ativos de TI.

Para identificar a maturidade de sua infraestrutura de TI, você pode fazer um teste de maturidade online, que entregará um diagnóstico básico e automatizado de sua situação atual.

Se quiser um diagnóstico mais profissional, pode optar por contratar uma consultoria especializada, que analisará com cautela a situação de sua empresa, dará o diagnóstico preciso da maturidade atual e indicará o caminho que você precisa seguir para chegar ao nível desejado.

Como vimos, o nível de maturidade de TI de uma empresa tem influência direta na produtividade, segurança e boa escolha dos ativos de TI. Nos dias atuais, contar com uma gestão no setor, que não esteja alinhada às expectativas da empresa, ou seja, agindo como um mero suporte, é não aproveitar o máximo de potencial que a transformação digital pode entregar. 

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